Através de seu blog, a estilista Erika Ikezili – junto com sua equipe e parceiros – reúne fragmentos de seu universo e tudo o que lhe inspira: imagens, formas, texturas, cores e materiais. Este é seu espaço sobre moda, arte, design, decoração, destinos e estilo de vida. De caráter totalmente inspiracional e conceitual, este blog é como um bureau de inspiração: sugere caminhos e referências, dando pistas das criações da estilista, através de suas impressões, experiências e seu processo criativo. Sejam bem-vindos!

Archive for agosto, 2009

NÃO SEI COMO ELE FAZ…MAS É UM GÊNIO.

Fred Eerdekens

Fred Eerdekens

Há duas semanas, conversando com a Alicia, sobre Mira Schendel, ela  me apresentou o trabalho de Fred Eerdekens, que nasceu em 1951 e vive e trabalha em Hasselt, na Bélgica.

Fred Eerdekens. nuvens

Fred Eerdekens - Neo Deo, Fallen

Ele segue a tensão entre a língua e a arte figurativa, examina essa relação em obras que, à primeira vista parecem literalmente ilegível. A precisão da luz, sombra e as posições no espaço, no entanto, revelam palavras, e iluminam o trabalho tornando-se inteligível. A poesia de materiais, a forma como ele joga a luz e sombra, palavras e imagens, dão origem a surpreendentes efeitos estéticos.


O QUE ME INSPIRA???… LETRAS, PALAVRAS….

Temos muitos costumes e um dos meus é ler livros e ter imagens criadas em minha mente e transformar meu coração…Leio diversos tipos de livros – A Bíblia (leio sempre pois é o meu pão da vida), ‘A Cabana’ de Willian P. Young (foi um dos últimos e me impressionou), ‘Pai Rico Pai Pobre’ de Robert Kiyosaki e Sharon Lechter( li já faz um tempo  por necessidades administrativas), entre muitos outros.

Mas a alguns dias atrás vi um artigo sobre Mira Schendel, na Casa Vogue de julho, entitulado ‘Arte da Palavra’, escrito por Camila Belchior, que relata Mira como dona de incrível sensibilidade semântica, plástica e visual.

Mira Schendel

obras

Gosto muito da frase que diz: ” a arte da diplomacia  é a arte de não dizer nada, mesmo quando falando, e Mira, mesmo sendo suíça, é o contraponto disso, falava muito através da arte, mesmo quando havia silêncio e as palavras não diziam nada em termos convencionais: eram apreciadas por suas letras, formas e traços. Para ela, a linguagem era compreendida de forma material e não como veículo.”